Edição tem como tema “Conexões para o Futuro: Saúde, Tecnologia e Desenvolvimento Sustentável”.
Representada por seu diretor, o desembargador Luís Camolez, a Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud) participa do Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais da Magistratura (Copedem). Aberto na noite dessa quinta-feira (26), o encontro acontece na Bahia até o sábado (28).

O ponto alto do evento é a defesa da formação judicial, da cooperação entre instituições e do compromisso com uma Justiça mais preparada para responder às transformações da atualidade.



Com o tema “Conexões para o Futuro: Saúde, Tecnologia e Desenvolvimento Sustentável”, a edição reúne representantes do sistema de Justiça, dirigentes de escolas da magistratura, especialistas e convidados do Brasil e do exterior.
O evento
A abertura contou com a participação do presidente do Copedem e diretor-geral da Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat), desembargador Marco Villas Boas; do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha; do presidente do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA), desembargador José Rotondano; e do presidente do Tribunal da Relação do Porto e do Conselho Consultivo de Juízes Europeus, desembargador José Igreja Matos, convidado para a conferência de abertura com o tema “Poder Judiciário e Estado de Direito”.
Marco Villas Boas considerou que a atividade é demarcada por um tempo de mudanças rápidas e desafios interligados.

“Entre o mar da Bahia e o horizonte do futuro, nos reunimos, mais uma vez para refletirmos sobre temas de vital importância para o Brasil”, afirmou.
Segundo ele, a edição de 2026 parte da compreensão de que questões como saúde, tecnologia e desenvolvimento sustentável exigem diálogo entre áreas, instituições e experiências distintas. “Temas dessa magnitude não se enfrentam com respostas prontas e isoladas, mas com conexões inteligentes entre saberes, setores e pessoas”, pontuou.
O desembargador frisou que o papel do Colégio é fortalecer um espaço de reflexão qualificada e cooperação institucional. “O Copedem se consolida como um importante fórum de debates sobre direitos fundamentais, inovação, desenvolvimento sustentável, participação democrática, e sobre o papel das instituições no Estado Democrático”, comentou.
Diálogo, cooperação e compromisso
Ao falar sobre a realização do congresso em solo baiano, o presidente do TJBA destacou o valor estratégico do encontro para o Poder Judiciário. O desembargador José Rotondano observou que a programação do evento foi estruturada em torno de temas de alta complexidade, como governança da inteligência artificial, regulações tecnológicas e judicialização da saúde suplementar.

Também chamou atenção para o valor do intercâmbio entre tribunais e escolas. “É por meio deste intercâmbio técnico que construímos soluções inovadoras capazes de enfrentar gargalos históricos da prestação jurisdicional”, apontou, ao defender que os debates do congresso possam se converter em medidas concretas de gestão e em uma jurisdição mais previsível para a sociedade.
Em uma fala marcada por memória institucional, reconhecimento e defesa do diálogo, João Otávio de Noronha ressaltou o papel do Copedem na formação da magistratura brasileira.

Para o ministro, o valor da instituição está justamente no compromisso com a formação qualificada, no compartilhamento de experiências e na capacidade de reunir magistrados em torno de um projeto comum.
Estado de Direito, memória e cooperação
Convidado para a conferência de abertura, o desembargador português José Igreja Matos trouxe ao auditório uma apresentação mais reflexiva, ancorada na experiência internacional e em referências humanas e simbólicas. O magistrado conduziu sua fala a partir de histórias, evocando a experiência de Nelson Mandela e a capacidade humana de preservar sentido, dignidade e coesão mesmo em contextos extremos.

A escolha dialogou diretamente com o tema da noite. Para ele, a defesa do Estado de Direito passa não só por estruturas formais, mas também por memória, cooperação, confiança institucional e compromisso coletivo.


José Igreja Matos também reforçou o caráter afetivo e institucional do congresso, visto por ele como espaço de partilha entre sistemas de Justiça que, embora distintos, enfrentam problemas semelhantes e podem aprender mutuamente.
Programação
A programação segue nesta sexta-feira (27) e sábado (28) com painéis sobre governança de IA, sustentabilidade como estratégia, Lei do Repasse, futuro da Previdência, saúde e ciência aplicada, tecnologia e Justiça do Trabalho, desenvolvimento, agronegócio, regulações de risco, saúde suplementar, segurança energética e mobilidade elétrica.
(Com informações da Assessoria da Esmat e do Copedem)