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Desembargador Luís Camolez participa em Minas Gerais do 63º Encontro do Copedem

Encontro teve o objetivo de debater ferramentas para o fortalecimento das escolas judiciais do Brasil, a exemplo do uso das novas tecnologias.

Diretor da Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud), o desembargador Luís Camolez participa do 63º Encontro do Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais da Magistratura (Copedem), promovido pela Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef). O encontro acontece no Auditório do Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), e visa ao fortalecimento institucional das Escolas Judiciais.

Para o diretor da Esjud, a atividade vai além da troca de experiências que, por si só já é enriquecedora. “É fundamental para que novos processos de trabalho sejam implementados, inclusive com o uso de novas tecnologias nas escolas, contribuindo à formação mais qualificada e eficiente de magistrados(as), servidores(as) e colaboradores(as)”, frisou ele.

Abertura

A abertura do encontro ocorreu nessa quinta-feira (23), com a presença do presidente do TJMG, desembargador Corrêa Junior; do superintendente da Ejef, desembargador Saulo Versiani; do o presidente do Copedem e diretor-geral da Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat) do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), desembargador Marco Villas Boas; o diretor-presidente da Escola Nacional da Magistratura (ENM) e ex-presidente do TJMG, desembargador Nelson de Morais; do diretor-geral da Escola Superior da Magistratura Jane Silva (Emajs) da Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis), desembargador Henrique Torres; e a presidente da Amagis, juíza Rosimere do Couto.

Cooperação

“Demonstra a grandeza do trabalho de cooperação, de criar um fórum de discussão”, ressaltou o presidente do Copedem, desembargador Marco Villas Boas. Segundo ele, o processo de aperfeiçoamento das escolas judiciais se baseia no “conhecimento técnico, científico, crítico e filosófico”.

O magistrado lembrou ainda os 20 anos de existência do Copedem e o pioneirismo da Ejef do TJMG, que foi a primeira do País, criada em 1977.

“Toda a história que Minas ostenta na sua luta por liberdade, por democracia, é um momento crucial para as escolas se encontrarem, se conectarem e pensarem no futuro da democracia, do Direito, da prestação jurisdicional na sociedade atual, vivenciando todas as experiências que a Escola Edésio Fernandes tem acumulado durante esse meio século de existência. Sempre uma transmissora de conhecimentos, uma formadora de opinião.”

Para o presidente do TJMG, desembargador Corrêa Junior, o trabalho realizado pelo Copedem na magistratura brasileira tem reflexos na sociedade. “Vamos ter a oportunidade de conhecer e discutir novas tecnologias e como aplicá-las em favor de uma prestação jurisdicional mais efetiva, mais rápida e que atenda ao cidadão e à cidadã que nos procura.”

Aprimoramento

A necessidade de atualização dos(as) magistrados(as) também foi destacada pelo 1º vice-presidente do TJMG, desembargador Marcos Lincoln, na abertura do 63º Copedem.

“Este evento tem muito significado para o Tribunal de Minas e para a Escola Judicial. Como foi dito nas manifestações dos oradores, a escola atualiza e transforma os próprios juízes que, a despeito de já serem portadores de curso superior, de mestrado, sempre precisam ser atualizados pela nova sistemática que envolve o nosso País no âmbito do Poder Judiciário”, disse.

O 2º vice-presidente do TJMG e superintendente da Ejef, desembargador Saulo Versiani, considerou o reflexo social do trabalho efetuado pelas Escolas Judiciais. “O papel das escolas é justamente capacitar e selecionar não só magistrados, como também servidores, para melhor servir à população e conferir uma melhor prestação jurisdicional”, afirmou.

Homenagens

Durante o evento, o desembargador Marco Villas Boas realizou a entrega de medalhas e certificados aos magistrados. A Medalha do Mérito Acadêmico do Copedem “Antonio Rulli Junior” foi entregue ao presidente do TJMG, desembargador Corrêa Junior, ao corregedor-geral de Justiça local, desembargador Estevão Lucchesi, e aos desembargadores Nelson Missias de Morais e Saulo Versiani.

O Medalhão Esmat foi entregue ao desembargador Caetano Levi Lopes e ao juiz-auxiliar da 2° Vice-Presidência do TJMG, Thiago Gandra.

Já a Medalha dos 20 anos do Copedem foi entregue aos desembargadores Marcos Lincoln dos Santos, Rogério Medeiros, Kárin Emmerich, Henrique Abi-Ackel e Maurício Pinto Ferreira (representado pela desembargadora Âmalin Aziz Sant’ana); e à presidente da Amagis, juíza Rosimere das Graças do Couto.

Uso da IA

A abertura do encontro foi encerrada com a palestra do professor Bruno Zampier Lacerda, da PUC Minas, que teve como tema “O ensino jurídico em tempos de IA”. Ele destacou o uso da Inteligência Artificial (IA) no Judiciário.

Conforme palestrante, 93,3% dos juízes e 90% dos servidores “gostariam de receber capacitação sobre o uso de tecnologias de IA”.

No encerramento da apresentação, fez um alerta a quem resiste ao uso de novas tecnologias. “Não estamos sendo substituídos por máquinas, estamos sendo substituídos por profissionais que sabem trabalhar com máquinas”, frisou.

Apresentações

No período da tarde, o 63º Encontro do Copedem contou com apresentações curtas e objetivas, no formato pitch, com duração de 15 minutos.

Entre os temas apresentados, destaque para “Laboratório de Gestão Documental da Diretoria Executiva de Gestão da Informação Documental (Dirged)”; “Governança na Diretoria Executiva de Desenvolvimento de Pessoas (Dirdep)”; “Formação de magistrados e servidores”; e “Iniciativas Inovadoras da Ejef”.

(Com informações e fotos da Assessoria de Comunicação do Copedem e do TJMG)

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