Agenda contribui para relações interpessoais mais saudáveis e para o refinamento da tomada de decisões, maior equilíbrio e um melhor desempenho no contexto pessoal e profissional.
Capacitar os(as) para o desenvolvimento da inteligência emocional, promovendo o reconhecimento e a gestão das próprias emoções e das emoções alheias. Com essa proposta, a Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud) promoveu nesta segunda-feira (27) a palestra “Como evitar a produtividade tóxica no trabalho?”.
Conduzida por Cidinho Marques, mestre em Educação pela Columbia University (EUA), a ação educacional teve as presenças do desembargador Luís Camolez, diretor do Órgão de Ensino, e da juíza de Direito Olívia Ribeiro, presidente da Associação dos Magistrados do Acre (Asmac). Centenas de profissionais da Justiça de diversas comarcas do Estado participaram por meio do Google Meet.

Também com o professor Cidinho, o curso “Treinamento em Inteligência Emocional e Gestão das Emoções (TGE)” ocorrerá a partir desta terça-feira (28), no Auditório da Escola, das 8h às 12h e das 14h às 18h (horário do Acre).
Importância
A agenda contribui para relações interpessoais mais saudáveis e para o refinamento da tomada de decisões, bem como propicia maior equilíbrio e um melhor desempenho no contexto pessoal e profissional.


A formação justifica-se pela necessidade de aprimoramento das competências socioemocionais, considerando os desafios contemporâneos relacionados à gestão de pessoas, ao ambiente organizacional e à qualidade da atividade jurisdicional.
A palestra
Ao dar as boas-vindas aos magistrados(as) e servidores(as), o desembargador Luís Camolez assinalou a relevância da iniciativa. “A Esjud tem investido cada vez mais nas áreas de qualidade de vida, bem-estar e saúde, incluindo a saúde mental. Essas formações contribuem para a melhoria do clima organizacional, de modo a se obter no dia a dia mais empatia, resiliência, cooperação e redução de conflitos. Assim, com o fortalecimento do trabalho em equipe, haverá elevação da qualidade dos serviços prestados à sociedade”, disse.

A respeito da produtividade tóxica no trabalho, Cidinho Marques abordou três aspectos relevantes. A Caracterização, quando produzir vira obrigação permanente; os Efeitos, quando corpo, mente e vínculos entram em exaustão; e a Prevenção, que são os limites, a recuperação e a existência de uma cultura saudável.

Doutorando em Psicologia, o formador alertou acerca dos efeitos psicológicos e cognitivos dessa toxicidade: ansiedade, irritabilidade e autocrítica constante são alguns deles. Também a dificuldade de concentração e a perda de criatividade, a síndrome do impostor e a sensação de insuficiência. Além de efeitos físicos e relacionais, como insônia, fadiga, dores musculares, alterações gastrointestinais, impaciência, isolamento.


Especializado em Neuropsicologia, Cidinho Marques defendeu estratégias que podem ser adotadas para a prevenção organizacional. Acordos de comunicação e feedback construtivo, sem humilhação, a segurança psicológica (pedir ajuda e falar de limites), e o direito à desconexão são alguns exemplos.
Após a palestra, o facilitador participou de uma sessão de dedicatórias do seu mais recente livro, “Entre Estrelas e Tempestades”, que foi adquirido pelos(as) participantes da capacitação.


(Texto e edição: Marcos Alexandre/Assessoria da Esjud. Fotos: Welligton Vidal – estagiário sob supervisão/ Secom TJAC e Marcos Alexandre/Esjud).
