Formação aborda normas de segurança, funcionamento da arma, técnicas de tiro e procedimentos operacionais básicos.
A Escola do Poder Judiciário (Esjud), com apoio do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), promove nesta semana o curso “Operador de Pistola – Nível I para Magistrados(as)”. Iniciado na quarta-feira (16), o treinamento engloba 14 magistrados(as) e será concluído no sábado (19) com aulas práticas no Estande de Tiro do Batalhão de Operações do BOPE.
O curso tem como objetivo capacitar os participantes para o manuseio responsável de armas, com foco na pistola Taurus G2C. A formação aborda normas de segurança, funcionamento da arma, técnicas de tiro e procedimentos operacionais básicos. Ministram o treinamento a psicóloga Isabelle Lavocat e os instrutores de Armamento Adhervanio Teixeira e Sharle Almada.
Com carga horária de 17 horas, a agenda teve no primeiro dia de formação a aula “Psicologia aplicada ao manuseio de arma de fogo”. Nos outros dois dias, os participantes tiveram aulas teóricas sobre armas, legislação específica e preparação psicológica, além de oficina preparatória e fundamentos de tiro.
A Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) prevê a prerrogativa de porte de arma para uso pessoal por juízas e juízes. Nesse contexto, a capacitação promovida pelo TJAC se propõe a orientar os magistrados que optem pelo uso de armamento sobre o manuseio adequado, em situações de defesa pessoal, conforme as exigências legais e os protocolos de segurança.

Investimentos em formação
Na abertura da formação, o diretor da Esjud, desembargador Luís Camolez, explicou a proposta de se oferecer esse tipo de capacitação aos magistrados(as). Segundo ele, os treinamentos proporcionam conhecimentos e habilidades para o porte de arma e contribuem para a adoção de medidas de segurança e redução de riscos para o próprio usuário e as pessoas ao redor.
“Onde fica a trava da pistola de vocês? Ela não está no mecanismo da arma. Está na consciência de cada um. O dedo é comandado pela consciência. Uma vez efetuado o disparo você não consegue reter o projétil. Então, o treinamento tem que ser intenso. Não tenham receio de perguntar, não tenham receio de errar. No dia a dia é que não dá para fazer isso”, disse o desembargador.
A comandante do GSI, tenente-coronel Alexsandra Ramos, destacou os investimentos feitos pela atual Administração do TJAC na área de segurança, em especial na formação contínua dos profissionais, com apoio da Esjud. Mencionou que o curso é um exemplo desse compromisso e, por fim, pediu às juízas e aos juízes que aproveitassem o treinamento. “Explorem, perguntem, tirem todas as dúvidas. Sei que vão sair daqui muito bem capacitados”, afirmou.

Segurança no exercício da profissão
A juíza da Vara Cível de Tarauacá, Stéphanie Winck, contou o motivo de seu interesse em participar do curso. “É muito importante a gente ter a habilitação, ter essas noções, para que a gente possa ter uma defesa pessoal e uma segurança maior no exercício da profissão”. Questionada sobre a participação de magistradas nesse tipo de formação, ela foi enfática: “Somos capacitadas, responsáveis e temos serenidade de ter nossa própria arma”.

Para o juiz da Vara Cível de Sena Madureira, Caique Cirano, assim como os demais cidadãos, eles estão sujeitos a situações de criminalidade e podem ser alvos de organizações criminosas. “Portanto, é sempre necessário que os próprios magistrados busquem mecanismo de segurança, como se defendesse, eventualmente, manuseando armas de fogo”, concluiu.




(Texto: William Azevedo/Secom TJAC e Marcos Alexandre/Assessoria da Esjud; Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC)
